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Bicho geográfico prevenção e tratamento

Por: Enilton
Veja como evitar e acabar com o bicho geográfico, doença que é transmitida por animais domésticos.

O ano está chegando ao final e as férias estão chegando, é hora de arrumar as malas e sair para descansar. O primeiro lugar que nos vem à cabeça a praia, o mar e a tranqüilidade da maresia.

É ai que surge os maiores perigos as banhistas – o bicho geográfico, bicho de praias, dermatite linear sepiginosa ou larva migrans cutânea.

As praias são as que mais oferecem aos banhistas o perigo de contrair este tipo de doença. O bicho geográfico causa na pele uma erupção em forma de túnel sinuoso, formando uma espécie de gráfico em relevo caprichoso e extremamente pruriginosa. São vários parasitas. Como lavra de moscas e  principalmente por um parasita especifica do intestino delgado dos cães e gatos, mas que acabam atingindo os seres humanos e principalmente as crianças, já que elas geralmente brincam em lugares onde continham fezes desses animais.

Hospedeiros.

As lavras procuram usar os homens, acidentalmente e excepcionalmente, para atingir seus hospedeiros naturais que são os gatos, cachorros, raposa, bovinos e suínos. Este parasita pode ser encontrado no intestino dos gatos e cães (A. braziliense, caninum),os ovos deste parasitas são eliminados com as fezes. Na areia úmida os ovos de desenvolvem rapidamente, tornando-se lavras infectantes .

As larvas penetram na pele do ser humano devido ao calor corporal, eles ficam alojados logo abaixo da pele, pois não conseguem realizar todo o ciclo biológico. Na pele, cavam túneis de 2 a 5 centímetros por dia, podendo chegar a 15 cm. Raramente algumas larvas chegam ao intestino do homem através dos vasos sangüíneos, porém o parasitismo é sempre limitado, ao contrário das larvas do Toxocara canis e catis (lombrigas), que determinam um quadro extremamente grave – larva migrans visceral.

Período de Incubação.

Depois de um período de incubação que pode durar dias ou semanas, as lavras iniciam sua caminhada na pele são aquelas de maior contato com a areia ou terra poluída, principalmente os pés, pernas, coxas, nádegas (sobretudo em crianças), mãos e antebraços. No local de penetração da larva, surge um ponto vermelho ou pequena bolha de curta duração, surgindo a seguir, com a movimentação do verme, uma erupção linear, tortuosa e saliente, terminada por uma mancha onde se localiza o parasita

Por onde as larvas passam provoca intensa coceira, principalmente no período noturno, causando a perda do sono e nervosismo. Devido à coceira constante pode ocasionar ferimento na pele, com infecção (piodermites) ou eczemas.  

Por outro lado, as larvas durante suas andanças eliminam substâncias tóxicas, que causam alergia e sintomas pulmonares, como tosse, falta de ar, etc., parecendo um quadro de asma.  
A presença de cães e gatos infestados ao redor das casas, areias de parques infantis e, sobretudo, nas praias, facilita a ocorrência de dermatite serpiginosa.
A suspeita de bicho geográfico é feita pelo encontro de lesões na pele tipo linhas sinuosas com coceira insistente. Todavia, pode ser confundido com outras doenças de pele, como o berne (larvas de moscas), piodermites (estafilococo), eczemas, etc.

Como prevenir

Sempre que possível, circule pela praia de chinelos. Se caminhar na areia ou na beira da água descalça, lave os pés depois com água doce, de preferência fria. Muito cuidado também na hora de sentar ou deitar para tomar sol: use uma toalha limpa ou até mesmo a canga para evitar o contato direto com a grama ou a areia. Além disso, vale o bom senso de não levar animais à praia. 

Ao surgir os sintomas o ideal é procurar um médico para que ele possa lhe indicar um medicamento mais indicado.



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